Paulistas e argentinos foram os que mais visitaram o Rio na Copa

Vinícius Lisboa, repórter da Agência Brasil

Entre os 886 mil turistas que passaram pelo Rio de Janeiro durante a Copa do Mundo, destacam-se os grupos de paulistas e de argentinos, informou hoje (15) a Secretaria Municipal de Turismo, ao divulgar balanço sobre o Mundial, que começou no dia 12 de junho e terminou no último domingo (13). Os visitantes que vieram de São Paulo foram o grupo mais numeroso, com 167 mil pessoas, seguido pelos argentinos, com 77 mil.

No Rio de Janeiro, o número de turistas estrangeiros superou o de brasileiros, por 471 mil a 415 mil. Incomum para o mês de junho, esse número, entretanto, ficou abaixo do registrado no carnaval deste ano, quando a cidade recebeu 1 milhão de visitantes.

Essa onda que chegou à cidade com a Copa, no entanto, teve um perfil diferente em aspectos como a nacionalidade. Enquanto, em geral, argentinos e americanos constituíram o maior número de visitantes na Copa do Mundo, latinos de outras nacionalidades vieram em maior número do que os turistas dos Estados Unidos. Depois dos argentinos, os chilenos foram os estrangeiros mais numerosos, com 45 mil, seguidos pelos colombianos, com 41 mil.

Os equatorianos, com 24 mil, empataram com os norte-americanos. Entre as nove nações que mais mandaram visitantes, o México aparece em sétimo lugar, com 15 mil. Entre os europeus, a França enviou o maior número de turistas (16 mil), seguida pela Inglaterra e pela Alemanha, com 10 mil cada.

Para o secretário de Turismo, Antônio Pedro Figueira de Melo, a forte presença de latino-americanos na cidade, foi um dos fatores responsáveis pela atmosfera positiva apontada pelos turistas. Apesar disso, ele destaca que é preciso pensar em mais controle da entrada de estrangeiros nos próximos grandes eventos. “Em qualquer país que se visita, é necessário mostrar onde vai ficar, quanto dinheiro está levando, se tem seguro-saúde. A pessoa que viaja também precisa se organizar”, disse Figueira, referindo-se a turistas de países vizinhos que vieram de carro e tiveram um abrigo organizado na última hora no Terreirão do Samba, na Praça da Apoteose e no Centro de Tradições Nordestinas.

Ainda assim, o secretário considerou os argentinos bons visitantes e disse que o Rio de Janeiro fez muito bem em acomodá-los gratuitamente. “Quando se dá uma festa, alguém quebra um copo ou um cinzeiro, ou derrama vinho no sofá. Imagine em uma festa como a Copa do Mundo!”, comparou Figueira, ao responder sobre casos de vandalismo nos locais que abrigaram os carros e trailers.

Entre os brasileiros, os mineiros ficaram em segundo lugar, com 50 mil visitantes, e os capixabas em terceiro, com 28 mil, o que mostra que mais da metade veio da Região Sudeste.

O grande fluxo na cidade lotou os pontos turísticos durante a Copa.

O Cristo Redentor recebeu 295 mil visitantes na Copa. (Foto Tomaz Silva/Agência Brasil)

O Cristo Redentor recebeu 295 mil visitantes na Copa. (Foto Tomaz Silva/Agência Brasil)

No Cristo Redentor, o número de visitantes em todo o período chegou a 295 mil – a segunda semana do Mundial, com 73.716 visitantes, chegou perto de bater o recorde da Jornada Mundial da Juventude, no ano passado, quando 74.021 turistas subiram para ver o monumento.

Com média de 5 mil visitantes por dia, o Corcovado chegou a ter 12 mil pessoas em dias de pico durante a Copa. O Pão de Açúcar, por sua vez, transportou 174 mil pessoas em seu bondinho, e teve picos de 8 mil visitantes.


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