Líder britânico pede apoio a Parlamento para “anos” de ataques aéreos no Iraque

Andrew Osborn e William Jamestr_rgb_pos_thumb

 

Premiê britânico, David Cameron, deixa a residência oficial de Downing Street rumo ao Parlamento, no centro de Londres. 26/09/2014 (Foto: Neil Hall/Reuters)

Premiê britânico, David Cameron, deixa a residência oficial de Downing Street rumo ao Parlamento, no centro de Londres. 26/09/2014 (Foto: Neil Hall/Reuters)

LONDRES (Reuters) – O primeiro-ministro britânico, David Cameron, pediu ao Parlamento nesta sexta-feira que vote e aprove “anos” de ataques aéreos contra militantes do Estado Islâmico (EI) no Iraque, dizendo que o grupo é responsável por brutalidade “impressionante” e representa uma ameaça direta à Grã-Bretanha.

Cameron convocou uma sessão especial do Parlamento, que estava em recesso, depois de garantir o apoio de todos os partidos para os ataques contra o EI. A previsão é que o governo vença confortavelmente a votação, prevista para o início da tarde.

“Existe uma ameaça para o povo britânico? A resposta é sim”, declarou Cameron no Parlamento, dizendo pensar que a ação precisaria levar “anos” para ser eficaz.

“Isso não é uma ameaça do outro lado do mundo. Se nada for feito, veremos um califado terrorista às margens do Mediterrâneo e na fronteira de um membro da Otan, com a intenção declarada e comprovada de atacar o nosso país e nosso povo.”

Embora o Parlamento deva votar a favor dos ataques aéreos, alguns parlamentares do partido de Cameron, o Conservador, consideram que os bombardeios somente no Iraque são insuficientes e querem que ele estenda a ação, para enfrentar também os militantes do EI na Síria, algo que Cameron disse não estar pronto para fazer por enquanto.

Alguns parlamentares do oposicionista Partido Trabalhista, de tendência à esquerda, estão desconfortáveis com a perspectiva de qualquer tipo de ação militar, mas Ed Miliband, o líder da legenda, disse que apoia Cameron nos ataques contra o Iraque.


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